O facto da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ter começado também a ter competências na área dos combustíveis e o mecanismo do Livro de Reclamações Eletrónico, são as principais razões para o aumento das reclamações no setor em 2018, tal como explicou a presidente do regulador, Cristina Portugal na Economia 24 (ver vídeo).

A ERSE recebeu 31.421 reclamações e pedidos de informação em 2018, mais 6.566 do que no ano anterior, das quais 14.495 através do Livro de Reclamações Eletrónico, anunciou em comunicado

O setor mais reclamado é o da eletricidade e dentro do universo das reclamações os temas que se destacam são os relativos à faturação (10.534) e ao contrato de fornecimento de energia (3.217).

O aumento de 26% face a 2017 deve-se em muito ao facto de a ERSE ter passado a deter competências na área dos combustíveis, mas também porque o Livro de Reclamações Eletrónico introduz um mecanismo automático de notificação e registo ao regulador das reclamações dirigidas aos comercializadores do setor energético, as quais, grande parte das vezes, não requerem, direta ou indiretamente, a intervenção da ERSE", diz um comunicado do regulador.

O setor mais reclamado em 2018 foi o elétrico (59%) com 18 388 reclamações e pedidos de informação, num universo de cerca de 6,2 milhões de consumidores. O gás natural registou 2.342 reclamações e pedidos de informação (7%), num total de 1,3 milhões de consumidores.

Já o fornecimento dual (eletricidade e gás natural) motivou a apresentação de 5.949 reclamações e pedidos de informação (19%) e o subsetor dos combustíveis e do gás de petróleo liquefeito (GPL) registou 3. 350 reclamações e pedidos de informação (11%). Em “Outros” (4%) incluem-se questões muito diversas, designadamente as relativas a qualidade de serviço comercial e técnico, leituras e contagens, etc.