Entre as principais conclusões do documento está a de as práticas de informação orçamental serem boas ou avançadas, cumprindo os requisitos da União Europeia, apesar de lhes faltar um sólido quadro conceptual, baseado em padrões internacionalmente aceites.

Um segundo ponto apontado pelo FMI foi a melhoria ocorrida nos últimos três anos na orçamentação e previsões subsequentes. O ponto fraco identificado está na avaliação de investimento, que permanece a um «nível básico».

A «infância» em que se encontra a gestão de risco orçamental, bem como a sua fragmentação, foi o terceiro ponto assinalado pelo FMI.

Para justificar a sua consideração de melhoria generalizada desde o início do programa de ajustamento, em meados de 2011, o FMI exemplificou com «a qualidade, transparência e compreensão da informação sobre a evolução orçamenta»”, o «novo quadro legal e institucional para as parcerias público-privadas», as «progressivas clarificações da Lei de Enquadramento Orçamental» e a legislação sobre a gestão financeira das autarquias locais e regionais”.

O FMI considerou que, apesar das melhorias mencionadas, o país continua a apresentar finanças públicas «frágeis», especialmente na dívida.

Por fim, o FMI defendeu, no seu comunicado, que a continuação da agenda de reformas é a prioridade para reforçar a gestão das finanças públicas e melhorar as práticas de transparência.