Era já noite dentro, mas os mercados levaram rapidamente um abanão que colocou os investidores de olhos bem abertos, com a provável vitória de Donald Trump. Veio mesmo a confirmar-se esta manhã, pouco antes das 08:00. À hora certa, abriram as bolsas europeias, com fortes quedas. Ainda assim, de registar que o primeiro impacto foi de pessimismo, é certo, mas menor do que quando se soube do resultado da votação do Reino Unido 

Na Europa, Lisboa arrancou a perder 2,87%, a bolsa alemã, em Frankfurt, 1,6%. Já Londres descia 2,1% . Paris e Espanha um pouco mais: 3% e 3,8% na abertura. Milão seguia a perder 2,32%. Pelas 11:00, já tinham atenuado as perdas.

As bolsas abriram já depois do discurso de Donald Trump, que por ser mais conciliatório conteve um pouco o pessimismo. E, não esquecer, do ponto de vista económico, defende uma política expansionista e mais favorável ao investimento, o que é bem acolhido pelos investidores, apesar de pairar algum ceticismo quanto às políticas de comércio externo, por exemplo.

Os mercados tinham vindo antecipar uma vitória da Democrata Hillary Clinton, candidata do status quo e mais. em contraste com Trump, que não tem um longo currículo político e optou por uma campanha à sua imagem, com um tom polémico e imprevisível. 

O ouro também a sua maior subida desde o Brexit (à volta de 3,6%), tal como o iene e os títulos soberanos. A fuga dos investidores para ativos de refúgio como estes é natural numa situação como esta.

Já o peso mexicano está a registar a maior desvalorização desde 2008 - 12% - acusando uma preocupação crescente com as políticas comerciais dos Estados Unidos. 

euro está também a valorizar face ao dólar, passando de 1,10 dólares da sessão de ontem, para 1,1179 dólares esta manhã. 

petróleo recua mais de 1,5% um pouco por todo o mundo. O crude norte-americano desde 1,7% para o patamar nos 44 dólares e o Brent de Londres a mesma coisa, mas para 45 dólares por barril. 

 
Vanessa Cruz