A Jerónimo Martins e a Sonae SGPS subiram, novamente, no ranking global do retalho da Deloitte, que avalia o ano fiscal de 2018, terminado em junho de 2019, e a Amazon alcançou, pela primeira vez, o terceiro lugar.

De acordo com o estudo Global Powers of Retailing 2020, que avalia 250 empresas a nível mundial, a Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, é o 50.º maior retalhista, subindo cinco posições face à anterior avaliação, enquanto a Sonae SGPS, ocupa a 155.ª posição, avançando um lugar.

No que diz respeito aos retalhistas portugueses, a Jerónimo Martins entra no top-50 do ranking, depois de subir 5 posições em relação ao ano fiscal transato.

"O grupo que detém as insígnias Pingo Doce e Recheio em Portugal, Biedronka e Hebe na Polónia e Ara na Colômbia registou em 2018 receitas consolidadas na ordem dos 20,453 mil milhões de dólares. Nos últimos 6 anos (2013-2018) a Jerónimo Martins registou um crescimento anual médio de 7,9%", diz o estudo. 

Já a Sonae mantém a tendência de crescimento da última década e ocupa nesta edição a 155ª posição. "O retalhista português teve em 2018 receitas consolidadas de 6,733 mil milhões de dólares, um aumento de mais de 450 milhões de dólares em relação a 2017. Nos últimos 6 anos (2013-2018), a Sonae registou um crescimento médio anual de 4,3%, fruto do desempenho positivo das suas marcas, em particular, do seu negócio de base alimentar", refere ainda a análise.

Um dos principais fatores de diferenciação dos retalhistas europeus em relação ao resto do mundo assenta na capacidade de internacionalização dos seus negócios e na forte capacidade de aproveitamento do fenómeno da globalização. Além da presença física das suas lojas à escala global, as empresas de retalho europeias começam a investir também no e-commerce e na transformação digital dos seus negócios, pelo que o potencial de crescimento pode vir a ser ainda mais significativo”, explica Pedro Miguel Silva, sócio do setor de Retalho da Deloitte.

A liderar o ranking ficaram as cadeias norte-americanas Wal-Mart, Costco Wholesale e a Amazon, que entrou, pela primeira vez, para o top três.

De acordo com o estudo a que a TVI24 teve acesso, "as cadeias norte-americanas dominam o top-10 do ranking global dos 250 maiores retalhistas. A Wal-Mart, com receitas superiores a 500 mil milhões de dólares, continua na liderança, seguida da Costco Wholesale, que mantém a posição do ano anterior e da Amazon que entra pela primeira vez no pódio, registando o maior crescimento de receitas (18,2%) do top-10, justificado pelo forte aumento de vendas na América do Norte e na Alemanha."

A completar o grupo das cinco maiores retalhistas ficaram o alemão Schwarz Group e a norte-americana The Kroger Co., que, no anterior ranking, figurava no terceiro lugar.

Diz ainda o estudo que "os 10 maiores retalhistas mundiais contribuíram em 32,2% para a receita total gerada no ano fiscal de 2018, um valor acima dos 31,6% registados no exercício anterior. O crescimento de receitas das empresas no top-10 (6,3%) ultrapassou a média do ranking total, que se fixou nos 4,1%. Além disso, e apesar do aumento da competitividade do mercado, dos custos de mão-de-obra e do investimento feito em e-commerce, a margem de lucro líquida total das 10 maiores empresas aumentou em 0,5%."

Por sua vez, a ocupar a última posição, ficou a chinesa Chongqing Department Store Co.

No final da tabela figuram ainda as norte-americanas Save-A-Lot Food Stores Ltd (249.ª posição) e Ingles Markets (248.ª posição), bem como a japonesa Daiso Industries Co. (247.ª posição).

/ ALM