O INE reviu, nesta sexta-feira, em alta a estimativa de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, melhorando a anterior previsão em uma décima, para uma contração homóloga de 5,7% e uma recuperação de 13,3% em cadeia.

No terceiro trimestre de 2020, o PIB em termos reais registou uma redução homóloga de 5,7%, após a forte contração de 16,4% no trimestre anterior”, pode ler-se na segunda estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que atualiza a feita no dia 30 de outubro.

Já face ao segundo trimestre, “o PIB aumentou 13,3% em termos reais, depois da forte contração observada no trimestre anterior (variação em cadeia de -13,9%)”.

Segundo o INE, “esta estimativa rápida incorpora nova informação primária, nomeadamente no que se refere ao comércio internacional de bens e serviços e, em menor grau, aos indicadores de curto prazo relativos a setembro, que implicaram uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais nas taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB em volume do terceiro trimestre de 2020, comparativamente com os dados publicados no dia 30 de outubro na primeira estimativa rápida”.

PIB da zona euro e da UE com subida trimestral recorde entre julho e setembro

As economias da zona euro e da União Europeia tiveram, no terceiro trimestre, as maiores subidas em cadeia desde o início da série de, respetivamente, 12,6% e 11,6%, tendo Portugal crescido acima da média, estima o Eurostat.

De acordo com uma estimativa rápida hoje divulgada, o Produto Interno Bruto da zona euro cresceu, entre julho e setembro, 12,6% face ao trimestre anterior e recuou 4,4% na comparação com o homólogo.

O PIB da União europeia (UE), por seu lado, avançou 11,6% face ao período entre abril e junho e recuou 4,3% na comparação com o terceiro trimestre de 2019.

Trata-se, destaca o Eurostat, em ambas as zonas da maior subida em cadeia desde o início da série temporal, em 1995.

No segundo trimestre, o PIB da zona euro tinha registado quebras históricas - 11,8% na zona euro e de 11,4% na UE – face aos primeiros três meses do ano, devido ao impacto da pandemia da covid-19.

Entre os Estados-membros para os quais há dados disponíveis, a França foi o país cujo PIB mais subiu do segundo para o terceiro trimestre do ano (18,2%), seguida da Espanha (16,7%), da Itália (16,1%) e de Portugal (13,3%).

Custo do trabalho sobe 6%

O Índice do Custo do Trabalho (ICT) aumentou 6% no terceiro trimestre devido ao aumento dos custos por trabalhador e à redução das horas trabalhadas, segundo o INE.

O ICT ajustado de dias úteis registou um acréscimo homólogo de 6% no terceiro trimestre de 2020, quando no trimestre anterior, a variação tinha sido 14,6%.

“Esta evolução resultou do aumento de 2,7% no custo médio por trabalhador e da redução de 2,9% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador”, refere o INE.

Tal como no trimestre anterior, a diminuição desta última componente foi transversal a todas as atividades económicas analisadas, com acréscimo do custo médio por trabalhador a ocorrer igualmente em todas a atividades.

As duas principais componentes do custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada – custos salariais e outros custos – aumentaram 6,2% e 4,9%, respetivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior, acrescenta.

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