O Produto Interno Bruto (PIB), em termos homólogos, aumentou 1,8% em volume no segundo trimestre de 2019 (taxa idêntica à do trimestre anterior), diz o Instituto Nacional de Estatística (INE). A economia a aguentar-se, mas com contributos e a empurram para baixo.

O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, refletindo a desaceleração das despesas de consumo final e, em larga medida, do Investimento", justifica.

Acrescentando que "em sentido contrário, o contributo da procura externa líquida foi menos negativo que o observado no trimestre anterior, em resultado da maior desaceleração das Importações de Bens e Serviços que a observada nas Exportações de Bens e Serviços."

Comparativamente com o primeiro trimestre de 2019, o PIB aumentou 0,5%, em termos reais, mantendo a taxa verificada no trimestre anterior. Mais uma vez "o contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB foi negativo, após ter sido positivo no primeiro trimestre. Por sua vez, o contributo da procura externa líquida foi positivo, depois de ter sido negativo no trimestre precedente", refere ainda o INE. 

De referir que a última projeção do Governo para o conjunto de 2019 no que toca ao PIB é de 1,9%, acima de qualquer outra. 

PIB da zona euro e da UE mantém ritmo de crescimento homólogo

Já na zona euro o PIB cresceu 1,1% e 1,3% na União Europeia no segundo trimestre do ano, em termos homólogos, enquanto na variação em cadeia progrediu 0,2% em ambos os casos, estima o Eurostat.

De acordo com a estimativa rápida hoje publicada pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, o PIB europeu manteve assim sensivelmente o mesmo ritmo de crescimento verificado no trimestre anterior, já que entre janeiro e março progredira 1,2% na zona euro e 1,6% no conjunto da União na comparação face ao primeiro trimestre de 2018, enquanto face ao trimestre anterior (o último de 2018) crescera 0,4 e 0,5%, respetivamente.

No mesmo boletim hoje publicado, o Eurostat estima ainda que o emprego tenha igualmente mantido o ritmo de crescimento do primeiro trimestre, tanto em termos homólogos como na comparação em cadeia.

Segundo a estimativa do Eurostat, na comparação com o segundo trimestre de 2018, o emprego progrediu 1,1% na zona euro e 1,0% no conjunto da União a 28 (após subidas homólogas de 1,3% e 1,2% no trimestre anterior), enquanto na comparação com os primeiros três meses do ano, o emprego registou uma subida ligeira de 0,2% entre abril e junho, tanto no espaço da moeda única como em toda a UE (após ter progredido 0,4% em ambos os casos no primeiro trimestre face aos últimos três meses do ano passado).