Passo a passo a competivividade da economia portuguesa vai melhorando. Após uma queda de seis lugares, a subida de dois. É isso que diz o Ranking de Competitividade Mundial do Institute for Management Development (IMD) divulgado hoje. Uma análise anual de 63 economias globais e da sua capacidade de gerar prosperidade realizada pelo Centro de Competitividade Mundial do IMD onde, pelo segundo ano consecutivo, Singapura lidera.

Dinamarca, Suíça, Países Baixos e Hong Kong completam o top 5, num ano em que as pequenas economias ganham terreno.

Nesta 32ª edição do ranking, Portugal surge no 37º lugar, atrás da vizinha Espanha, recuperando duas posições após uma queda de seis lugares em 2019.

"O país registou uma melhoria ligeira nos quatro indicadores-chave do estudo: desempenho económico (43ª para 41ª posição), eficiência governativa (37ª para 34ª), eficiência empresarial (45ª para 41ª) e infraestrutura (29.ª para 27)ª", diz o documento.

Entre os subfactores subjacentes a cada uma destas áreas, o país obteve melhores resultados a nível da legislação empresarial (22ª posição), estrutura social (22ª), atitudes e valores (24ª), saúde e ambiente (24ª) e educação (24ª). Nos subfactores com pior pontuação destacam-se a política fiscal (53ª posição), as práticas de gestão empresarial (52ª), a economia doméstica (48ª) e as finanças públicas (46ª).

Afinal como é que os líderes percecionam a economia?

Os resultados do ranking refletem uma combinação de hard data de 2019 e entrevistas realizadas no primeiro quadrimestre de 2020 a líderes e executivos sobre a forma como percecionam a economia do seu país.

Em Portugal, os líderes destacam a mão-de-obra qualificada, a competitividade dos custos e a fiabilidade das infraestruturas como os maiores fatores de atratividade", diz o documento.

De acordo com o IMD, os principais desafios para Portugal em 2020 passam por "garantir a estabilidade do PIB" num contexto de constrangimento económico internacional e "adotar uma política fiscal competitiva" para as empresas, mas também por reforçar a estratégia nacional para a transformação digital e conseguir um acordo transversal para uma política educativa que enfatize as vocações científico-tecnológicas (STEM), a responsabilidade e a agilidade. O estudo sublinha ainda a necessidade de reduzir a burocracia e melhorar a eficiência do sistema judicial português.

Redação / ALM