Ao quinto dia de greve o Governo diz que "a situação tende a normalizar-se". O balanço foi feito ao início da tarde por João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Transição Energética, ressalvando a situação do sindicato ainda em greve.

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A partir de Matosinhos e Sines já foram afetuados hoje 91 e 80% dos serviços, respetivamente, da previsão para hoje.

Na CLC -  Companhia Logística de Combustíveis em Aveiras (57%, um número é maior de serviços executados do que o de ontem. Sendo que na Prio em Aveiro já 100% do previsto.

No que toca à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), não exclusiva, continuam a subir no stock tanto em gasolina como em gasóleo.

"No Algarve os números já são completamente iguais ao resto do país", disse o governante.

Também o aeroporto de Lisboa já está a abastecer a 100% os pedidos dos aviões.

Talvez por esta razão o Governo tinha decidido reduzir ainda hoje o número de postos pertencentes à REPA. Contas feitas, dos 52 postos no continente, mais dois na Madeira e nos Açores, passam a 26 postos exclusivos essencialmente nas zonas onde existe risco de incêndio.

"O stock de combustível acumulado, na ordem dos 60%, permite com toda a serenidade fazer esta alteração", disse o ministro. 

Sobre os locais: 

Beja, Braga, Coimbra, Évora, Guarda, Leiria e Vila Real - 1 posto exclusivo passa a REPA normal, com os consumidores em geral a poderem abastecer até 15 litros.

O mesmo em 2 postos em Aveiro, Faro e Santarém.

3 postos em Setúbal

4 postos no Porto

6 postos em Lisboa

12 motoristas notificados hoje pela GNR

O ministro disse ainda que a GNR já notificou os motoristas que "estavam a incumprir" a decisão civil e "assim que foram notificados todos foram trabalhar."

Foram hoje notificados pela GNR 12 motoristas que estavam a incumprir e que, assim que foram notificados, começaram a trabalhar”, afirmou o ministro em conferência de imprensa, em Lisboa, de balanço do quinto dia da greve dos motoristas.

Na terça-feira, o ministro disse que 14 trabalhadores não tinham cumprido a requisição civil decretada pelo Governo na greve dos motoristas.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, acrescentou esta sexta-feira que existem menos trabalhadores em greve, apesar de não poder precisar a que sindicato pertencem.

A greve dos motoristas de matérias perigosas vai no quinto dia, depois de um dos dois sindicatos que a convocaram ter desconvocado o protesto.

A decisão do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) surgiu perto das 23:00 de quinta-feira, na sequência de uma reunião no Ministério das Infraestruturas, gabinete onde se encontravam também dirigentes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram).

A greve fora convocada pelo SNMMP e pelo SIMM, com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

Na segunda-feira, ao final do primeiro dia de greve, o Governo decretou uma requisição civil, alegando incumprimento dos serviços mínimos.