A Pasogal e a TAP não chegaram a acordo sobre o aumento de capital da Groundforce. Ao que a TVI apurou, a reunião entre ambas as partes terminou sem qualquer acordo.

A companhia aérea ficou de avaliar duas propostas de Alfredo Casimiro, principal acionista da Pasogal, que detém 50,1% das ações da Groundforce:

  • A metodologia proposta para o aumento de capital (valorização da empresa pela avaliação já feita em 2018 atualizada com o impacto da covid-19)
  • A proposta inicial da Pasogal, que é a que tem estado a ser trabalhada com o Montepio.

A reunião durou cerca de duas horas e meia, e estiveram presentes a Pasogal, a TAP e o Governo, que se fez representar por um assessor.

No que diz respeito à negociação com o banco Montepio, em causa está um empréstimo que seria dado até ser libertado um empréstimo por parte do Banco de Fomento, que necessita de aval do Estado.

O aumento de capital foi proposto pelo Estado no domingo, e a Pasogal respondeu dizendo que estava disponível para “considerar a realização de um aumento do capital social da SPdH, reservado a acionistas”.

O grupo TAP propôs disponibilizar à Groundforce 6,97 milhões de euros, através de um aumento de capital e não de um adiantamento, como estava a ser negociado, para desbloquear o impasse e evitar um “cenário de rutura iminente”.

Em causa está o pagamento de salários de milhares de trabalhadores da Groundforce, empresa fortemente afetada pela quebra de atividade nos aeroportos portugueses, gerada pelo bloqueio de voos, devido à covid-19.

A SPdH – Serviços Portugueses de Handling (conhecida comercialmente como Groundforce) é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, por sua vez, é detido em 72,5% pelo Estado português.

Vasco Rosendo