A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários chamou o Novo Banco a participar numa mediação extrajudicial com os emigrantes que investiram em produtos do BES e cujas poupanças foram perdidas, disse à Lusa a associação que representa estes clientes.

Este procedimento de mediação visa encontrar um mecanismo que compense os cerca de 2.200 emigrantes que perderam dinheiro com a queda do Banco Espírito Santo e que não aceitaram a solução comercial proposta pelo Novo Banco em 2015 para os tentar compensar pelas perdas sofridas.

De acordo com a informação avançada à Lusa, a AMELP dirigiu um pedido à CMVM de mediação de conflito com o Novo Banco, ao abrigo do regulamento do regulador dos mercados financeiros que lhe permite mediar conflitos em que estejam envolvidos investidores não qualificados.

Recentemente a CMVM informou que já notificou o Novo Banco "para que este se pronuncie sobre a sua aceitação" de participar no procedimento de mediação.

No final do ano passado, associação dos emigrantes lesados pelo BES manifestou que eles se sentem “abandonados” por Portugal. Uma reação a propósito da solução encontrada para os lesados do papel comercial.