O número de desempregados registado em abril subiu 22,1% em abril face ao mesmo mês no ano passado, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Ao todo, registam-se 392.323 desempregados no país, incluindo regiões autónomas, mais 22,1% na comparação homóloga e mais 14,1% face ao mês de março.

Só no continente, registaram-se 368.925 desempregados, mais 24% na comparação homóloga e mais 14,9% face ao mês de março.

Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário”, refere.

A nível regional, segundo o IEFP, no mês de abril, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com exceção da Região Autónoma dos Açores.

Dos aumentos homólogos o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (com mais 123,9% de desempregados).

Nos Açores, por seu turno, o número de desempregados inscritos recuou 6,2%, sendo a única região do país a verificar uma descida.

Considerando a atividade económica de origem do desemprego, dos 342.484 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 71,7% tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (29,4%).

O setor secundário, por seu turno, foi responsável por 22,1% dos desempregados inscritos no IEFP em abril, com especial relevo para a construção (7,2%).

Ao setor agrícola pertenciam 4,3% dos desempregados.

Atividade económica recua para mínimos de 2013 

A atividade económica registou uma “forte contração” em abril, agravando-se face a março, com os indicadores de clima económico e de confiança dos consumidores a atingirem mínimos desde novembro e maio de 2013, respetivamente, divulgou entretanto o INE.

Segundo a "Síntese Económica de Conjuntura" do Instituto Nacional de Estatística (INE), “o indicador de confiança dos consumidores atingiu o valor mínimo desde maio de 2013 e o indicador de clima económico apresentou a redução mais acentuada da série, atingindo o valor mínimo desde novembro de 2013”.

Quanto ao indicador de atividade económica, os dados disponíveis relativamente a março apontam para uma “redução significativa, prolongando o perfil descendente observado nos cinco meses anteriores e atingindo o valor mínimo desde março de 2013”.

Bárbara Cruz