Os apoios a fundo a perdido às empresas ultrapassaram 1.588 milhões de euros de janeiro a abril, superando o valor gasto em todo o ano 2020 e o dobro do orçamentado para 2021, segundo o Ministério das Finanças.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, o ministério de João Leão refere que o programa Apoiar.pt “foi a medida com mais peso” nos primeiros quatro meses deste ano, respondendo por 780,9 milhões de euros.

Seguiu-se o ‘lay-off’ simplificado (336,7 milhões de euros), o apoio à retoma progressiva (314,9 milhões de euros) e o incentivo à normalização (155,7 milhões de euros).

Estes apoios confirmam o compromisso do Governo de que não hesitaria em reforçar os apoios às empresas em função da evolução da pandemia”, sustenta o ministério.

Para as Finanças, a taxa de desemprego de 6,5% em março “prova a eficácia destas medidas”, comparando com uma taxa de desemprego “que chegou aos 17,5% na anterior crise” e situando-se “muito abaixo dos 8,3% do conjunto da zona euro”.

Esta manutenção da capacidade produtiva das empresas está a ser essencial para a fase de forte recuperação da economia que já se está a assistir”, sustenta o executivo.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.406.803 mortos no mundo, resultantes de mais de 164,1 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.013 pessoas dos 843.278 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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