A TAP vai proceder ao pagamento dos subsídios de férias e dos salários em atraso dos trabalhadores da Groundforce. A decisão foi anunciada esta quarta-feira pelo Ministério das Infraestruturas, que adianta que o pagamento será feito diretamente aos funcionários.

A decisão foi comunicada aos sindicatos que representam a empresa de handling, depois de uma reunião entre representantes das empresas. Desta forma, a companhia aérea garante o pagamento das exigências dos trabalhadores, que este fim de semana fizeram uma greve que provocou fortes constrangimentos nos aeroportos portugueses, principalmente no de Lisboa. Desta forma, o Governo e a TAP asseguram que a próxima paralisação pode ser suspensa, marcada para os dias 31 de julho e 1 e 2 de agosto não vai ocorrer.

Esta foi a solução encontrada para ultrapassar a recusa na semana passada da administração da Groundforce em aceitar a transferência da TAP que permitiria o pagamento aos trabalhadores do subsídio que lhes era devido", refere o ministério em comunicado.

Ainda assim, e segundo contactos feitos pela TVI junto dos sindicatos, os responsáveis dos trabalhadores dizem que a greve só será levantada quando o dinheiro cair nas contas.

O Presidente da República reagiu ainda esta quarta-feira ao anúncio do Governo, mostrando-se satisfeito pela solução encontrada.

Governo adianta ainda que está preparado para avançar “de imediato com as ações necessárias para garantir a mudança acionista indispensável para a viabilização da Groundforce”, caso a venda das ações detidas pelo Montepio não se concretize.

No mesmo comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação disse que o Governo “tem a expectativa que a venda por parte do Montepio das ações da Pasogal, que tem em sua legítima posse, terá um desfecho positivo nos próximos dias”.

No entanto, caso essa venda não se concretize muito em breve, o Governo avançará de imediato com as ações necessárias para garantir a mudança acionista indispensável para a viabilização da empresa”, acrescenta, sem adiantar mais detalhes.

Na mesma nota, a tutela adianta que “essa alteração da estrutura acionista permitirá também cumprir com o que é devido aos trabalhadores, nomeadamente, em matéria de progressões na carreira”.

António Guimarães