Se os patrões dizem que nenhuma alternativa será tão boa quanto a descida da Taxa Social Única e consideram mesmo que, sem isso, o acordo assinado na concertação social deixa de estar válido, já a UGT defende que ele deve vingar, mesmo que com alterações.

A central sindical quer quer ser parte da solução e não do problema, nas palavras do seu líder, Carlos Silva. Está, por isso, disponível para viabilizar a alternativa que se vier a encontrar à descida da TSU mas, para que não venha a acontecer novo chumbo como aquele que se avizinha, no Parlamento, já na quarta-feira, impõe condições ao Governo. 

Cabe ao governo fazer-nos perceber qual a margem de manobra em termos orçamentais e a vontade política que tem quer à esquerda (...) e cabe perceber qual a posição dos patrões. A disponibilidade da UGT é total desde que o Governo faça as propostas, os patrões aceitem e o Governo consiga garantir no parlamento a sua viabilização. Cá estaremos"

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Carlos Silva falou aos jornalistas depois de se ter reunido com o Presidente da República. De Belém, saiu com a "convicção" do "apoio forte" de Marcelo Rebelo de Sousa de quem recebeu um bom feedback quanto à valorização comum que ambos têm da concertação social. E ambos querem que o compromisso tenha aplicação efetiva.

"É importante manter em cima da mesa necessidade de o acordo continuar independentemente da apreciação parlamentar para que o acordo não caia", vincou.

Deverá manter-se mesmo com alguma aditamento ou alguma alteração para o qual a UGT naturalmente, como sempre fez, está disponível, com duas ou três condicionantes: que o governo apresente sugestões alternativas aceites simultaneamente pelos patrões, pela UGT e negociadas do ponto de vista político parlamentar para que não aconteça exatamente o mesmo que está em vias de acontecer".

Não quis especificar a que propostas está aberto, nem se concorda com a redução dos custos da energia e do Pagamento Especial por Conta sugeridos pelo BE e PCP, até porque não são parceiros sociais. Passou a batata quente ao Governo, que deverá, ele sim, apresentar propostas. Uma coisa é certa: "Não será da parte da UGT que o acordo não será cumprido". Mas pede rapidez ao Governo.

Nunca se encontrou outra alternativa que não a redução da TSU. O PSD decidiu alterar a posição, é legítimo, com certeza, cria um problema à concertação. (...) A partir de 25 estou convencido que se tocarão os sinos a rebate quer da parte do governo quer dos parceiros sociais. Nós certamente seremos parte da solução". 

O líder da UGT aproveitou também para anunciar que o Presidente da República aceitou presidir à sessão de abertura do congresso da central sindical, que terá lugar a 25 e 26 de março, no Porto. "Acontecerá pela primeira vez na história da central sindical e até a nível nacional". 

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