Acrescentam-se episódios ao enorme escândalo de corrupção política que abalou a Coreia do Sul e de que a Samsung é protagonista. O herdeiro do império Samsung, Lee Jae.Yong, em prisão preventiva há uma semana,  está agora formalmente acusado, com outros quatro outros executivos, de vários crimes, nomeadamente por corrupção.

Os procuradores especiais indiciaram hoje o vice-presidente da Samsung Electronics Lee Jae-Yong (…) por corrupção, desfalque, ocultação de ativos no estrangeiro e perjúrio”, adiantou o próprio Ministério Público, através do seu porta-voz Lee Kyu-Chul.

Segundo a acusação, Lee terá pago 37,6 milhões de euros em subornos a um confidente do presidente Park em troca de favores de políticos.

Lee, 48 anos, filho do presidente do grupo, que está atualmente afastado da liderança por doença, será então ser julgado no âmbito do escândalo de corrupção e tráfico de influências que levou à destituição, ainda não definitiva, da Presidente, Park Geun-Hye.

A Samsung representa um quinto da economia sul-coreana e tem pulado de escândalo em escândalo, numa altura em que ainda tenta recuperar do problema do Galaxy Note 7, cujas baterias explodiam.

A empresa tem garantido que fará o seu "melhor para garantir que a verdade seja revelada"  em tribunal.

/ VC