A taxa de desemprego dos países que pertencem à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), entre os quais Portugal, estabilizou nos 6,9% em dezembro, alcançando os 7,1% em 2020, acima dos 5,4% do ano anterior.

Segundo os dados divulgados esta quarta-feiora, o desemprego manteve-se em dezembro no mesmo valor de novembro, fechando o último trimestre nos 6,9%.

Em termos anuais, o desemprego na OCDE alcançou os 7,1%, acima dos 5,4% registados em 2019.

Zona euro subiu para os 8%

Na zona euro, o desemprego de dezembro também se manteve nos 8,3%, fixando-se neste valor no quarto trimestre, enquanto no conjunto de 2020 subiu para 8%, face aos 7,6% registados um ano antes.

Portugal, com uma descida no desemprego no último mês do ano passado de 7,1% para 6,5% faz parte do grupo de países identificados pela OCDE com as maiores quedas deste indicador, juntamente com a Bélgica, Lituânia e Eslovénia.

As maiores subidas, por sua vez, verificaram-se na Áustria, Finlândia, Itália e Luxemburgo.

Nos EUA, onde o número de pessoas identificadas em situação de desemprego temporal tem sido relativamente estável desde outubro, a taxa de desemprego fechou o ano nos 6,3%, o que significou uma subida, em termos médios anuais da taxa de desemprego em 2020 para os 8,1% (tinha sido 3,7% em 2019).

A taxa média apurada pela OCDE para o mês de dezembro está 1,7 pontos percentuais abaixo do nível de fevereiro de 2020, antes do início da crise pandémica mundial.

A OCDE alerta que estas estatísticas não identificam todo o desemprego provocado pela crise da covid-19, uma vez que algumas pessoas sem emprego podem contabilizar-se fora da população ativa, porque devido à pandemia não conseguiram procurar trabalho ativamente.

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