Juíza manda emitir mandados de detenção internacionais para prender preventivamente João Rendeiro, ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), após fuga à justiça.

O despacho tem a data desta quarta-feira e vai seguir para as várias polícias, entre elas a Interpol, Europol, PSP e Polícia Judiciária. 

Uma decisão que surge depois de João Rendeiro ter feito saber publicamente que não iria regressar a Portugal, por se sentir "injustiçado pela justiça do meu país".

O ex-presidente do BPP foi condenado na terça-feira a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por crimes de burla qualificada. 

O antigo banqueiro, que está condenado em três processos a penas de 10, 5 e 3 anos de prisão. Em causa, para já, a pena de 5 anos que transitou em julgado por crimes na gestão do BPP, em que foram lesados vários clientes. As outras ainda estão em fase de recurso, mas, quanto à pena de 10 anos de prisão, a juíza tencionava na próxima sexta-feira rever a medida de coação para prisão preventiva.

Na origem deste julgamento está a queixa do embaixador jubilado Júlio Mascarenhas que, em 2008, investiu 250 mil euros em obrigações do BPP, poucos meses antes de ser público que a instituição liderada por João Rendeiro estava numa situação grave.

Também neste processo estavam acusados os ex-administradores Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital. O primeiro foi condenado a três anos de prisão e o segundo a dois anos e seis meses de prisão.

O tribunal decidiu que os ex-gestores do BPP terão ainda de pagar 225 mil euros por danos patrimoniais e 10 mil euros por danos morais a Júlio Mascarenhas.

Henrique Machado