O excedente da Segurança Social aumentou quase 300 milhões de euros até junho face ao período homólogo, atingindo 2,14 mil milhões de euros, indicou hoje o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Num comunicado sobre a síntese de execução orçamental publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), o Ministério liderado por Vieira da Silva indica que o saldo global do subsetor da Segurança Social registou assim um aumento de 16% no final de junho face ao mesmo período de 2018.

Os dados “fortalecem a trajetória de conciliação entre a melhoria do bem-estar social e o reforço da sustentabilidade da Segurança Social”, sublinha o Ministério.

O saldo até junho reflete um aumento homólogo da receita de 948,3 milhões de euros (7,2%), para 14,2 mil milhões de euros, enquanto a despesa subiu em 652,7 milhões (5,7%) para 12 mil milhões de euros.

“A evolução das receitas continua fortemente suportada no aumento das contribuições e quotizações que, em junho, atingiram os 680,8 milhões de euros (correspondentes a uma variação homóloga positiva de 8,6%)”, salienta o Ministério do Trabalho.

Já o aumento da despesa até junho continua a dever-se sobretudo ao “reforço das políticas públicas de proteção social”.

A despesa com pensões e complementos aumentou 382,5 milhões de euros (5,5%) para 7,4 mil milhões de euros.

Por outro lado, registaram-se menos 7.142 beneficiários de prestações de desemprego (menos 4,3%) face ao mesmo mês de 2018 e menos 4.991 beneficiários face a maio (3%), pelo que a despesa com estas prestações continua em queda (menos 38 milhões de euros, ou 5,9%, face ao período homólogo).