A Airbus admitiu, numa carta enviada à TAP, existirem falhas no motor e sistema de ar condicionado dos novos aviões da frota da companhia aérea portuguesa. A empresa referiu-se assim aos cheios sentidos pelos passageiros, mas continuam por explicar os enjoos reportados. A TVI sabe que o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil já pediu uma reunião à TAP com catácter de urgência.

São problemas com óleo no motor que provocam os odores estranhos, descreve a carta enviada à TAP, citada pelo Diário de Notícias. Gotas de óleo libertadas no arranque estão a provocar maus cheios nos A330 Neo comprados pela transportadora aérea.

Foram reportados dois efeitos diferentes: cheiros pouco comuns e sintomas de desconforto, não havendo uma correlação entre os dois fatores", esclarece a nota. Para o caso do mal-estar denunciado por alguns passageiros, a Airbus ainda não encontrou as causas.

Na nota enviada à TAP, a empresa assume já ter identificado a origem dos maus cheiros, tendo já aplicado medidas para corrigir o problema.

Durante a fase de testes de voo, identificámos que o arranque do motor poderia gerar odores na cabina", diz a Airbus, justificando o "cheiro a óleo durante a fase de táxi, descolagem e subida".

Além disso, também os sistemas de ar condicionado estão a criar maus cheiros.

O sistema de ar condicionado foi identificado como outra fonte de odores", que, por causa do revestimento dos aparelhos e das diferenças de temperaturas, está a emitir odores pouco agradáveis.

A Airbus deixa ainda na carta uma nota para o facto de, apesar de terem sido feito correções, ainda há relatos de odores, não podendo assim “descartar outras potenciais causas para o problema".

Sobre os enjoos, cujas causas ainda estão por identificar, a fabricante diz estar “a trabalhar de perto com o operador [a TAP] que registou estes eventos”.