Há quem diga que o carro é mais uma “boca para alimentar lá em casa” e não deixa de ser verdade. A começar pelo Seguro de Responsabilidade Civil Automóvel que temos de pagar. Obrigatório contra terceiros, no fundo a favor deles, porque os protege física e materialmente em caso de acidente.

É nos danos próprios que as dúvidas começam. A primeira pergunta que se deve fazer é que seguro contratar?

A resposta está sempre nas necessidades de proteção:

 - o roubo está associado a uso de violência ou ameaça. É isso que o distingue do furto, mas, em regra, quando se protege contra um também se protege contra o outro;

- a quebra isolada de vidro e a colisão também costumam andar juntas em termos de cobertura;

- se aumentarmos a fasquia de proteção estamos seguros contra catástrofes, por exemplo, as naturais como um furacão.

A segunda regra é olhar sempre para os prémios, franquias e exclusões. Por exemplo, o reboque faz parte da Assistência em Viagem, mas tem de ter essa cobertura. E mais, varia muito de companhia para companhia.   É bom que saiba qual a sua modalidade para não correr atrás do problema ou ficar apiado. Porque pode não ter direito a reboque para o percurso que necessita e também há tetos máximos para as vezes que pode chamar este serviço.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões tem um Portal do Consumidor onde pode encontrar as respostas a perguntas frequentes.

O ideal é informar-se com quem sabe e ler tudo antes de assinar para viajar sobre rodas. Não se esqueça que, pelas novas regras, já não lhe podem apresentar-lhe contratos com tamanho de letra inferior a 11 ou a 2,5 milímetros e com um espaçamento entre linhas inferior a 1,15.

Deixe as suas sugestões de temas em aconteceaosmelhores@tvi.pt.

Alda Martins