A Autoridade da Concorrência  (AdC) fez buscas esta sexta-feira em nove hospitais privados, confirmou à TVI24 fonte oficial da Autoridade.

Confirmamos buscas em nove entidades do sector da saúde nas zonas de Grande Lisboa, Porto e Algarve por suspeita de prática anticoncorrenciais lesivas da liberdade de escolha do consumidor", disse, mas sobre as entidades em causa e a razão, noticiadas pela SIC Notícias, a mesma fonte não fez qualquer comentário, mas a TVI24 também pode confirmar junto de fonte do setor da saúde que a ADSE é a razão das buscas.

Entre as entidades alvo de busca estão a CUF, Lusíadas, Luz e Hospital Particular.

A ADSE tem estado no centro da atenção mediática e política nos últimos meses, devido à intenção de suspender convenções por parte de dois grupos, o José de Mello Saúde (que gere os hospitais CUF) e o Luz Saúde.

"As buscas em causa têm estado a ser realizadas mediante autorização do Tribunal de Instrução Criminal e Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa e contam com o acompanhamento da Divisão de Investigação Criminal da PSP", refere um comunicado da AdC. Acrescentado que decretou "o segredo de justiça no presente processo de contraordenação, a fim de preservar os interesses da investigação."

No final do mês passado a associação que representa os hospitais privados escreveu aos associados a informar que a ADSE ainda não apresentou qualquer proposta para uma nova tabela de preços, apesar das insistências junto da tutela.

Antes, em fevereiro, a presidente do conselho diretivo da ADSE, Sofia Lopes, disse no parlamento que iria apresentar “dentro de muito pouco tempo” aos prestadores privados a nova tabela do regime convencionado com preços fechados. As novas tabelas com preços fechados, ao invés de variáveis, têm como objetivo acabar com a regularização de faturas por parte da ADSE e que tem sido contestada pelos operadores privados, alguns dos quais chegaram a ameaçar cancelar as convenções com o subsistema de saúde dos funcionários públicos.

Desde o início de 2017, a AdC realizou 19 diligências de busca e apreensão em 43 instalações, nomeadamente nos setores do transporte fluvial turístico, ensino da condução, distribuição e grande distribuição, segurador, associativo do setor alimentar, associativo de publicidade e das telecomunicações.