Um grupo de investidores nacionais chegou a acordo com os americanos da Lone Star para a aquisição da Vilamoura World, que, entre outras coisas, gere a marina de Vilamoura, de acordo com um comunicado, esta segunda-feira, divulgado.

O negócio representa um co-investimento entre este grupo de investidores nacionais e o fundo de investimento da Arrow Global, que detém em Portugal a Norfin e a Whitestar Asset Solutions. A operação, junto dos investidores, foi apoiada pela Norfin, que assume também funções de consultoria na gestão futura de Vilamoura”, de acordo com a mesma nota.

A Lusa questionou os investidores sobre o valor da aquisição, mas este não foi divulgado.

Citado na mesma nota, João Brion Sanches, que será o novo presidente executivo (CEO) da Vilamoura, disse que “este grupo de investidores pretende ser o guardião deste património, orientá-lo e cuidar bem dele para as próximas gerações”.

Temos uma visão de médio/longo prazo para a região, que passa pelo desenvolvimento de um produto sustentável e de qualidade, de forma a poder afirmar-se como o melhor destino do Algarve para viver, investir e passar férias, tanto para nacionais como para estrangeiros”, referiu.

Na mesma nota, a gestão portuguesa da Vilamoura World que gere a marina, o centro equestre, o parque ambiental e o núcleo museológico do Cerro da Vila disse que “vai desenvolver o projeto de expansão já aprovado pelas autoridades nacionais”.

Por sua vez, Francisco Sottomayor, CEO da Norfin salientou que “este é um projeto muito importante "que representa um investimento essencial para o Algarve, numa altura em que o país e a economia ainda tentam recuperar dos fortes impactos provocados pela pandemia”.

O negócio inclui a aquisição da marina de Vilamoura”, com “825 postos de amarração, um estaleiro totalmente equipado e um centro de treino profissional de vela” de acordo com o comunicado, integrando ainda o centro equestre “com quatro arenas, das quais três em areia e uma em relva, capacidade para receber em permanência 870 cavalos em boxes individuais, sendo anualmente palco do Vilamoura Atlantic Tour e do Vilamoura Champions Tour” e “o parque ambiental com 200 hectares de área protegida e que será totalmente reabilitado, bem como do núcleo museológico do Cerro da Vila, que integra 5.000 anos de história, com especial incidência para a ocupação romana da Península Ibérica”.

Os ativos da Lusotor, antiga proprietária do empreendimento turístico/imobiliário de Vilamoura, que se estende por dois mil hectares e inclui a concessão da marina, foram comprados em 2015 aos espanhóis do Catalunya Banc.

O empreendimento turístico algarvio, desenvolvido pelo empresário André Jordan nos anos 60 do século passado, foi vendido em 2005 aos espanhóis da Prasa, por 360 milhões de euros, mas faliu, tendo os ativos da Lusotur passado para o banco da Catalunha, adquirido pelo Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA).

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