A medida «Estímulo 2012» já recebeu até ao momento mais de sete mil ofertas de emprego, anunciou esta terça-feira o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, durante uma audição na Assembleia da República.

A informação foi dada esta tarde pelo ministro Santos Pereira aos deputados que integram a Comissão Parlamentar da Segurança Social, na qual está a ser ouvido e que está a decorrer no Parlamento.

Num balanço anterior feito pelo secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, a 12 de junho, o governante indicou que as empresas estão a disponibilizar mais de 400 postos de trabalho por semana para o «Estímulo 2012» e que desde março foram colocadas 2.657 desempregados ao abrigo desta medida.

Esta medida governamental de promoção do emprego «está a ter uma adesão elevada por parte das empresas, que estão a disponibilizar mais de 400 postos de trabalho por semana, ao longo das últimas semanas», disse há cerca de um mês Pedro Martins aos deputados da Comissão Parlamentar de Segurança Social e de Trabalho.

Desde março foram disponibilizados 5.220 postos de trabalho para participar no «Estímulo 2012» e colocados a trabalhar 2.657 pessoas que estavam desempregados.

O «Estímulo 2012» prevê que as empresas que contratem desempregados e lhes deem formação sejam subsidiadas em 50 por cento do salário que pagam ao trabalhador contrato, até um máximo de 419 euros por mês.

Este subsídio pode ter uma majoração de 10 por cento se o contrato for sem termo.

No âmbito das políticas ativas de emprego, Santos Pereira indicou também esta tarde que o «passaporte emprego» entrará em vigor a 01 de Agosto.

O «passaporte emprego», que garante, no final de um estágio profissional de seis meses (com formação profissional mínima de 50 horas), um prémio de integração caso ocorra a celebração de um contrato de trabalho sem termo é uma das medidas do programa «Impulso Jovem», aprovado em Conselho de Ministros no inicio de junho e que envolve mais de 344 milhões de euros e vai abranger 90 mil jovens.

O programa prevê, nomeadamente, uma redução da taxa social única (TSU) de 90 por cento, até ao montante máximo de 175 euros, para as empresas que contratem a termo jovens desempregados de longa duração, por um período mínimo de 18 meses.