A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, disse esta terça-feira que o recuo da taxa de desemprego para 6,6% em julho resulta “da grande capacidade coletiva” em encontrar respostas para manter o emprego.

A taxa de desemprego caiu para os 6,6% em julho, menos 0,2 pontos percentuais do que em junho e 1,5 pontos percentuais face ao mês homólogo, segundo os dados provisórios divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ana Mendes Godinho afirmou que os dados do INE hoje revelados colocam o país próximo da taxa de desemprego que existia em julho de 2019, antes da pandemia, com 6,5%.

A ministra falava aos jornalistas, na Guarda, à margem da sessão pública de assinatura do contrato de financiamento da Nova Geração de Equipamentos e Respostas Sociais, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, entre o Instituto da Segurança Social e a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, que disponibiliza 417 milhões de euros.

Isto resulta, claramente, da grande capacidade coletiva que tem havido de, em conjunto, encontramos respostas para ultrapassar este ‘túnel’ de uma forma coletiva (…) de manter emprego”, justificou.

A governante lembrou que foram lançadas “várias medidas de apoio ao emprego”, seja o ‘lay-off’ simplificado, seja o incentivo à manutenção dos postos de trabalho por parte do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, uma medida que de momento abrange “cerca de 33 mil empresas”.

Também contribuiu, disse, o esforço permanente na “mobilização de recursos públicos sem precedentes, apoiado muito na manutenção dos postos de trabalho e assumindo o emprego como “a grande prioridade permanentemente”.

No entanto, destacou o “esforço coletivo” assumido por empresas, trabalhadores e Estado.

[A descida da taxa do desemprego] resulta, essencialmente, deste trabalho e desta mobilização coletiva em torno de ultrapassar este ‘túnel’ de uma forma conjunta”, rematou.

Ana Mendes Godinho referiu, ainda, que o Governo conseguiu ultrapassar a fase da pandemia “sem que disparasse o desemprego como aconteceu em crises anteriores, em que a austeridade era a única receita”.

Em junho, de acordo com os dados definitivos também hoje publicados, a taxa de desemprego situou-se em 6,8%, um valor inferior em 0,2 pontos percentuais ao do mês anterior e inferior em 0,7 pontos relativamente a um ano antes.

A taxa de subutilização de trabalho em junho – indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego - situou-se em 12,8%, o mesmo valor do mês precedente e 2,9 pontos percentuais face a junho de 2020.

Já a população desempregada situou-se em 352,6 mil pessoas, tendo diminuído 2,5% (nove mil) em relação a maio de 2021 e 5,3% (19,8 mil) em relação a junho de 2020.

/ MJC