O volume de minutos originado na rede fixa aumentou 1,5% no primeiro trimestre de 2020 face ao trimestre homólogo, atingindo cerca de 1,1 mil milhões de minutos.

"Trata-se do primeiro aumento homólogo desde o primeiro trimestre de 2013, e está relacionado com as medidas excecionais tomadas a propósito da Covid-19, que entraram em vigor em março, e que provocaram uma alteração significativa dos padrões de utilização do serviço telefónico fixo", disse o regulador em relatório.

Na semana em que entrou em vigor o estado de emergência (semana de 16 a 22 de março), o tráfego de voz fixa cresceu 61% face à semana anterior à declaração de pandemia (2 a 8 de março).

Pelo motivo anteriormente mencionado, a duração média das chamadas originadas na rede fixa aumentou cerca de 17 segundos no 1.º trimestre face ao período homólogo. A duração média das chamadas nacionais fixo-fixo aumentou 27 segundos.

O tráfego em minutos encontrava-se em queda desde o início de 2013, devido ao aumento da penetração dos pacotes quadruple/quintuple play (4P/5P), que incluem serviços móveis com chamadas gratuitas para todas as redes e, ainda, à crescente utilização de serviços over-the-top (OTT). Recorde-se que no primeiro trimestre de 2019 este tipo de tráfego tinha diminuído 15,9% face ao primeiro trimestre de 2018", acrescentou.

Analisando o acesso ao serviço fixo de telefone, no final de março verificava-se uma taxa de penetração dos acessos telefónicos principais de 49,7 acessos por 100 habitantes. A taxa de penetração dos acessos instalados a pedido de clientes residenciais ascendia a 90,4 por 100 famílias clássicas.

No trimestre em análise, o número de clientes do serviço telefónico fixo na modalidade de acesso direto era de cerca de 4,1 milhões, mais 85 mil do que no primeiro trimestre de 2019, traduzindo um crescimento de 2,1%.

"Em termos tecnológicos, as redes de nova geração continuaram a ser responsáveis pelo crescimento do número de acessos telefónicos principais, que atingiu 5,1 milhões de acessos equivalentes, mais 64 mil acessos do que no trimestre homólogo. O crescimento verificado (1,3%) deveu-se, sobretudo, ao aumento dos acessos VoIP/VoB (+334 mil acessos), nos quais se incluem os acessos suportados em redes de fibra ótica e TV por cabo. No trimestre em análise, os acessos suportados em redes alternativas à rede tradicional (acessos analógicos e RDIS) representavam 77,5% dos acessos telefónicos principais", referiu ainda a Amacom.

Relativamente às quotas de mercado, no 1.º trimestre a quota de clientes de acesso direto da MEO atingiu 42,1%, seguindo-se o Grupo NOS com 35,9%, a Vodafone com 18,3% e o Grupo NOWO/Onitelecom com 3,4%. A Vodafone foi o único operador cuja quota aumentou, um ponto percentual.

/ ALM