Os preços das telecomunicações registaram em novembro uma descida homóloga de 1,03%, mas aumentaram 0,12% face a outubro em resultado do aumento registado nas ofertas de triple-play, segundo informação divulgada esta segunda-feira pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Em comparação com o mês homólogo, a variação de preços verificada foi de -1,03%”, refere a Anacom em comunicado, precisando que a taxa de variação média dos preços das telecomunicações dos últimos doze meses foi de -2,43%.

Esta redução de preços “reflete sobretudo a entrada em vigor no dia 15 de maio de 2019 das novas regras europeias que regulam os preços das comunicações intra-UE”, explica.

Numa análise à evolução dos preços nos últimos 11 anos, entre o final de 2009 e novembro de 2020, a informação divulgada pelo regulador indica que em Portugal os preços aumentaram 6,7% naquele período, enquanto na União Europeia desceram 10,6%.

Portugal surge no grupo de oito Estados-membros onde os preços das telecomunicações aumentaram no período considerado, sendo que apenas a Roménia e a Eslovénia registam incrementos mais elevados, de 17,5% e 6,9%, respetivamente.

Em particular, enquanto os preços das telecomunicações em Portugal aumentaram 6,7% neste período, em Espanha, Itália e França diminuíram 9,4%, 16,9% e 24%, respetivamente”, refere o comunicado da Anacom, assinalando que esta diferença se estreitou com a entrada em vigor das referidas novas regras, em maio de 2019.

A Dinamarca encabeça a lista dos países da UE onde os preços das telecomunicações mais baixaram entre 2009 e novembro de 2020, recuando 31,9%.

Segundo a Anacom, que esta segunda-feira divulgou o relatório sobre a Evolução dos preços das telecomunicações, de novembro de 2020, a Nowo oferece as mensalidades mais baixas em sete casos de serviços/ofertas, “enquanto a Meo e Nos apresentaram as mensalidades mais baixas para três tipos de serviços/ofertas e a Vodafone para um tipo de serviço/oferta”.

O documento refere ainda que é a Nowo que apresenta a mensalidade mais baixa (20 euros) na oferta individualizada de acesso à Internet.

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