A assembleia-geral da Efacec aprovou, no dia 2 de outubro, o novo Conselho de Administração da empresa, mantendo-se Ângelo Ramalho na liderança do grupo, que é maioritariamente detida pelo Estado, neste momento, segundo um comunicado.

Assim, a assembleia-geral designou “o novo Conselho de Administração da Efacec Power Solutions, cujo mandato se iniciou no dia da assembleia-geral” e que conta com Ângelo Ramalho como presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva.

Os vogais executivos são Manuel Alberto Pontes Ferreira, Michael Barroso da Silva, Nuno Filipe Gonçalves da Silva e Fernando José Rabaça Vaz.

A assembleia-geral aprovou ainda, como vogais não executivos, Jaime Serrão Andrez, Carlos Ribeiro, Maria Gabriela de Castro Chouzal, Rui Alexandre Pires Diniz e Manuel António Carvalho Gonçalves.

A Comissão Executiva é também presidida por Ângelo Ramalho e é composta pelos vogais executivos designados para o Conselho de Administração”, lê-se na mesma nota.

Em 2 de julho, o Conselho de Ministros aprovou um diploma para nacionalizar "71,73% do capital social da Efacec", uma empresa nacional que "constitui uma referência internacional em setores vitais para a economia portuguesa".

A intervenção do Estado procura viabilizar a continuidade da empresa, garantindo a estabilidade do seu valor financeiro e operacional e permitindo a salvaguarda dos cerca de 2.500 postos de trabalho", justificou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, tendo os detalhes sido apresentados depois pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

Este processo decorre da saída de Isabel dos Santos, filha do ex presidente angolano José Eduardo dos Santos do capital da Efacec, na sequência do envolvimento do seu nome no caso 'Luanda Leaks', no qual o Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou, em 19 de janeiro passado, mais de 715 mil ficheiros que detalham alegados esquemas financeiros da empresária e do marido que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.

A José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves, detêm, por sua vez, em partes iguais, 28% do capital da Efacec.

A Efacec é uma empresa portuguesa que opera nos setores da energia, engenharia e mobilidade.

/ HCL