O professor da Universidade de Aveiro, Anselmo Castro, afirmou quinta-feira que o aumento de quatro cêntimos por litro de combustível era suficiente para compensar a abolição das portagens nas Scut.

Se retirássemos as portagens nas Scut e metêssemos nos preços dos combustíveis quatro cêntimos por litro, era suficiente", afirmou Anselmo Castro, em Castelo Branco, durante o debate nacional sobre as "Portagens e PPP Rodoviárias no Contexto do Desenvolvimento Regional", promovido pela Plataforma pela Reposição das Scut na A23 e A25.

O docente lançou ainda um repto aos deputados de todos os partidos eleitos pelos distritos do Interior.

Os deputados deviam fazer uma causa comum porque são tão poucos", defendeu.

O professor da Universidade de Aveiro sublinhou ainda que o problema não é quem paga as autoestradas, mas sim quem paga as estradas todas.

Se há coisa que os impostos devem pagar são as estradas", defendeu.

Anselmo Castro considerou que o assunto é "profundamente político", mas que não deve ser "partidário".

Os governos têm noção que se cedem aqui [reposição das Scut] nunca mais param [reivindicações pelo país]", concluiu.

PPP: "além de ruinosas são ilegais"

Já Paulo de Morais, da Frente Cívica, afirmou que as PPP (parcerias público-privadas) rodoviárias são ruinosas.

As PPP, além de ruinosas são ilegais. Se são ilegais é mais uma razão para acabarem. A Frente Cívica apresentou uma queixa junto da Procuradoria-geral da República que originou um inquérito que está em curso", adiantou Paulo de Morais.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda: a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.