[EM ACTUALIZAÇÃO]

A nomeação de António Borges para liderar a equipa que vai acompanhar o processo de privatizações foi um dos temas quentes do debate quinzenal esta sexta-feira, no Parlamento.

Passos Coelho não justificou a escolhar, apesar de ter sido questionado pelo líder do PS.

«Já tivemos oportunidade de falar sobre as suas nomeações, no último debate quinzenal, hoje tivemos aqui mais uma: a do dr. António Borges para coordenar todo o processo de privatizações no nosso país», disse, acrescentando que no processo de nomeações [no caso da Caixa Geral de Depósitos e AICEP], «há uma coisa em comum: são todos da área partidária que suporta o Governo».

Na resposta, Passos Coelho não se referiu a esta escolha de Borges, anunciada numa entrevista do primeiro-ministro ao semanário «Sol». O chefe do Governo preferiu sublinhar que o seu Executivo «conseguiu renomear mais de 80% dos quadros que tinham sido escolhidos pelo anterior Governo».

«Não sei o que é que seu indicador de qualidde de democracia devia indicar. O meu indica que a democracia está de boa saúde».

António Borges foi director para a Europa do Fundo Monetário Internacional, de onde saiu alegando motivos pessoais.

Agora vai chefiar a equipa do Governo que irá acompanhar tanto as privatizações como as negociações das parcerias público-privadas.