A duas semanas da apresentação do Orçamento do Estado, o primeiro-ministro levantou o véu, em entrevista à TVI, sobre algumas das medidas que serão postas em prática em 2019. Quanto às pensões, deixou uma promessa quantitativa: 98% serão aumentadas.

A boa notícia é que, no próximo ano, teremos 68% das famílias a terem um aumento 0,5% acima da inflação, já em janeiro”, isto é, com “ganhos reais do poder de compra”.

Mas serão mais as pensões que vão subir, o que decorre da inflação. “Vamos ter 98% das pensões atualizadas já em janeiro.”

Haverá algum aumento extraordinário como nos dois últimos anos? Em resposta à jornalista Judite Sousa, António Costa explicou que “o que torna este quadro bastante distinto do que existia há dois anos atrás, em que foi necessário criar um aumento extraordinário”.

Realçando que ainda é uma matéria que está em negociação no Orçamento, o chefe de Governo deu porém a entender que não haverá lugar a mais aumentos extraordinários em 2019.

Houve dois anos consecutivos com atualização de pensões. Quando discutimos se vamos ou não ter um novo aumento extraordinário, é preciso ter em conta que não estamos no mesmo níveis de há dois anos atrás, pelo contrário, estamos numa situação em que em dois anos consecutivos as pensões sobem.”

Neste ano de 2018, houve pensionistas alvo de uma atualização extraordinária, de forma a compensar a perda de poder de compra causada pela suspensão do regime de atualização das pensões do regime geral da Segurança Social e do regime da Caixa Geral de Aposentações (CGA) no período entre 2011 e 2015, bem como para aumentar o rendimento de quem aufere uma pensão mais baixa.

Esta atualização extraordinária previu um aumento de dez euros mensais no valor da pensão a atribuir ao pensionista a partir do mês de agosto deste ano, o que abrangeu cerca de 1,15 milhões de pensionistas.

No caso dos pensionistas que recebem uma pensão que tenha sido atualizada no período entre 2011 e 2015 (437 mil pensionistas), essa atualização extraordinária foi de seis euros mensais.