O primeiro-ministro defendeu este sábado que o país não precisa da "complicação" que seria ficar em duodécimos em tempos de crise pandémica, considerando que “tem tudo a ganhar em ter um bom Orçamento do Estado”, com condições para ser melhorada na especialidade.

Na conferência de imprensa de apresentação das novas medidas de combate à pandemia de covid-19, António Costa foi questionado sobre o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), cuja votação final global está marcada para quinta-feira no parlamento.

Seguramente o país tem tudo a ganhar em ter um bom Orçamento do Estado. Esta é uma boa proposta que tem todas as condições para ser melhorada no debate da especialidade”, começou por responder.

Numa situação com “uma crise sanitária tão grave, uma crise económica e social tão grave”, para o primeiro-ministro “acrescentar a isto a dificuldade de ter de gerir o país em duodécimos, é só estar a complicar a vida do país”.

Creio que o país não precisa de complicação, precisa, pelo contrário, de termos todos os instrumentos possíveis para poder agir”, apelou.

As votações na especialidade do Orçamento do Estado para 2021 arrancaram sexta-feira no parlamento e decorrem durante quatro dias, estando a votação final global em plenário agendada para dia 26, ainda sem aprovação garantida do documento.

A proposta orçamental foi aprovada na Assembleia da República, na generalidade, em 28 de outubro, com os votos favoráveis do PS e as abstenções do PCP, PAN, PEV e das deputadas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues e votos contra de PSD, BE, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal.

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