O presidente executivo da EDP afirmou hoje à agência Lusa que o grupo deverá fechar 2018 com um lucro entre os 500 e os 600 milhões de euros, penalizado por medidas que até agora custaram 319 milhões de euros.

"Mantemos o objetivo de 500 a 600 milhões de euros", adiantou António Mexia, referindo a revisão anunciada em final de setembro, quando a elétrica comunicou ao mercado que não conseguia alcançar os 800 milhões de euros de lucros anteriormente estimados.

Nos primeiros nove meses do ano, a EDP registou um lucro de 297 milhões de euros, um resultado inferior em 74% ao obtido em 2017.

Em comentário aos resultados obtidos até setembro, António Mexia afirmou que "as medidas anunciadas penalizaram o resultado líquido em 319 milhões de euros", e reduziu o contributo de Portugal para 6%, enquanto a atividade internacional já representa 84% do resultado líquido.

Em 27 de setembro, a EDP reviu para entre 500 e 600 milhões de euros a expectativa de resultado líquido do grupo em 2018, abaixo dos 800 milhões de euros antes estimados, na sequência de "medidas adversas" tomadas pelo Estado português.

Em comunicado ao mercado, a EDP explicou então que o recebimento de uma notificação, que determina o pagamento de 285 milhões de euros por alegada sobrecompensação pela disponibilidade das centrais, altera "a expectativa de resultado líquido consolidado do Grupo EDP em 2018", mas mantém a política de dividendos aos acionistas.

Esta alteração, integralmente explicada por efeitos não recorrentes, não terá qualquer impacto na política de dividendos da EDP", acrescentou ANtónio mexia.

Ainda segundo a empresa, "esta expectativa de resultado líquido traduz, pela primeira vez, desde o início da reprivatização da EDP, um prejuízo na sua atividade em Portugal".