António Mexia, presidente executivo da EDP, vai prestar publicamente declarações amanhã pela 9h30. Uma conferência de imprensa para a qual fez questão de reunir toda a administração da elétrica, segundo noticiou o jornal online ECO, depois de o Ministério Público o ter constituído arguido por causa dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC). 

Em comunicado desta manhã a EDP refere que "procederá hoje à consulta do processo após o que, durante o dia de amanhã, realizará uma conferência com o mercado".

No mesmo comunicado e energética refere que a sede da empresa "foi na passada sexta-feira objeto da visita de um Procurador da República do DCIAP, acompanhado da Polícia Judiciária, com o objetivo de realizar buscas. A visita dos referidos elementos insere-se no âmbito de uma investigação que teve origem numa denúncia anónima e reporta-se a matéria relacionada com a extinção dos Contratos de Aquisição de Energia (CAE) e a sua substituição pelo regime dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC) - iniciada no ano de 2004 - e visou a obtenção de elementos documentais relacionados com os referidos procedimentos".

"A administração da EDP facultou aos investigadores o acesso irrestrito a toda a informação e foi prestada toda a colaboração com vista ao esclarecimento dos factos", conclui o comunicado.

Na bolsa, as ações da EDP abriram esta segunda-feira em queda, com os investidores  a reagir  à investigação que envolve a empresa.

Os títulos caíam há pouco  mais de 3%, para 3,13 euros por ação. Na abertura, as ações chegaram a desvalorizar quase 4%.

São quatro os gestores, da EDP e da REN, que foram constituídos arguidos na passada sexta-feira depois de buscas levadas a cabo pelo Ministério Público e Polícia Judiciária: António Mexia, João Manso Neto, e os gestores da REN, João Conceição e Pedro Furtado.