O Novo Banco registou prejuízos de 1.329,3 milhões de euros em 2020, um agravamento face aos 1.058,8 registados em 2019, foi esta sexta-feira divulgado.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a instituição presidida por António Ramalho realçou "um impacto negativo de 300,2 milhões de euros resultado de avaliações independentes aos fundos de reestruturação".

O Novo Banco constituiu ainda "1.191,5 milhões de euros de imparidades e provisões, em resultado da descontinuação do negócio em Espanha e do agravamento do nível de incumprimento de alguns clientes (crédito a clientes, garantias e instituições de crédito)".

Das imparidades e provisões, 268,8 milhões dizem respeito a imparidades para fazer face à pandemia de covid-19 e "123,9 milhões de euros de reforço da provisão para reestruturação".

Novo Banco com menos 287 trabalhadores e 28 agências em 2020

O Novo Banco fechou o ano de 2020 com menos 287 trabalhadores e 28 agências que em 2019, de acordo com números esta sexta-feira divulgados na apresentação de resultados da instituição.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) referente aos prejuízos de 1.329,3 milhões de euros, o banco informa que terminou o ano com 4.582 trabalhadores, menos 287 que os 4.869 de 2019.

A redução tem em conta "o efeito da transferência de Espanha para operações descontinuadas".

Já quanto a agências, a instituição presidida por António Ramalho fechou o ano passado com 359 balcões (358 em Portugal), menos 28 que os 387 com que tinha terminado o ano de 2019.

Os custos com pessoal totalizaram 245,6 milhões de euros (-0,3% em termos homólogos). A redução desde 2016 (-19,1%) resulta da recalibração continua do modelo de negócio em prol do incremento da eficiência", pode ler-se no comunicado do banco.

Já os "gastos gerais administrativos diminuíram 5,4% face a 2019, totalizando 153,2 milhões de euros".

Esta redução reflete os impactos da política de racionalização e otimização em curso, que permitiu reduzir em 33,8% o valor destes gastos nos últimos cinco anos", de acordo com o banco liderado por António Ramalho.

/ JGR