Os administradores executivos do Novo Banco registaram um aumento suas remunerações fixas, desde que o fundo norte-americano Lone Star adquiriu 75 por cento do capital da instituição, em outubro de 2017.

Segundo o Público, nesse ano, a remuneração anual dos seis gestores executivos do banco cifrou-se em 1.336.000 euros, dos quais 329.600 euros imputados a António Ramalho. Dois anos depois, agora com mais três gestores, a equipa de executivos recebeu 2.345.296 euros, tendo o CEO auferido 400 mil euros.

Contas feitas, é uma subida de 75% durante dois exercícios completos e com resultados negativos, sublinha o mesmo jornal.

Só no ano passado, o Novo Banco registou prejuízos de 1.058,8 milhões de euros. Em 2018, os prejuízos ascenderam a 1.412 milhões de euros e, em 2017, as perdas foram de 1.395 milhões de euros.

Recorde-se que há um teto salarial que o banco tem de cumprir até 2022, ano em que finaliza o plano de reestruturação. Até essa altura, as remunerações não podem ser superiores a 10 vezes o salário médio anual dos trabalhadores.

"Falha de comunicação"

Na semana passada, o Expresso noticiou que o Fundo de Resolução recebeu mais um empréstimo público no valor de 850 milhões de euros destinado à recapitalização do Novo Banco.

A notícia surgiu depois de António Costa ter garantido no mesmo dia no parlamento, no debate quinzenal, que não haveria mais ajudas até que os resultados da auditoria que está a ser feita ao Novo Banco fossem conhecidos.

Logo no dia a seguir, o primeiro-ministro explicou que não foi informado pelo Ministério das Finanças do pagamento de 850 milhões de euros, tendo pedido desculpa ao Bloco de Esquerda pela informação errada transmitida durante o debate quinzenal.

Entretanto o ministro das Finanças admitiu uma “falha de comunicação”, mas recusou uma falha financeira.

Lara Ferin