Vem aí o programa Capitalizar Turismo. O anúncio foi feito, esta quinta-feira, pelo primeiro-ministro. Serão disponibilizados 130 milhões de euros, para “financiar a criação e requalificação de projetos turísticos”, que também terão uma nova linha no âmbito da sustentabilidade ambiental.

Na abertura do 30.º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, a decorrer em Lisboa, António Costa indicou que o novo programa terá “maturidades prolongadas e períodos de carência de quatro anos”.

António Costa informou ainda que, a fundo perdido, avançará um instrumento de “40 mil euros para projeto destinados, exclusivamente a pequenas e médias empresas. O objetivo é melhorar a gestão da eficiência energética e dos próprios reíduos, bem como promover o uso inteligente da água.

Lembrou também que já on programa Capitalizar, que se “destina a reforçar a autonomia financeira das empresas e a permitir investir com mais capitais próprios e menos a crédito” e com uma dotação de 2,9 mil milhões de euros, “174 mil euros foram destinados exclusivamente para o setor turístico”.

O valor deste financiamento teve que ser repetido por três vezes pelo primeiro-ministro. É que houve problemas com o microfone, que levaram o governante a gracejar cada vez que acontecia um imprevisto.

“Foi a qualidade ambiental para poupar energia”, referiu no primeiro silêncio, enquanto na segunda vez indicou que “este número deve ser excessivo e assusta o microfone”.

Está descativado pelas finanças, tem visto do Tribunal de Contas e tenho que insistir na ideia que são 40 mil euros por projeto”.

Marcelo: "Fazer bem e de novo, em cada dia e em cada ano"

Foi lida no congresso uma mensagem do Presidente da República destacando a importância, no Turismo, de se “fazer bem e de novo, em cada dia e em cada ano”.

Luís Ferreira Lopes, assessor económico para a área das empresas e inovação da Presidência da República, foi quem leu uma mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa.

“Para se fidelizar e atrair pessoas que querem descobrir-nos. Saibamos nós ter agora a abertura mental de aceitar a descoberta do outro e oferecer o que de melhor temos: o espírito universalista, multicultural e a generosidade do sorriso aberto e confiante dos portugueses”, lê-se na mesma mensagem.

Marcelo Rebelou de Sousa afirmou a importância de “investir e inovar nesta indústria, apostar em segmentos e nichos que permitem subir na cadeia de valor”, sublinhando, porém, ser “crucial não perder a autenticidade da cultura e património”, assim como garantir uma “oferta de qualidade e diversificação de produtos e serviços”.

As reflexões deste encontro de dois dias no Pavilhão Carlos Lopes também deverão levar em conta a “coesão territorial e social e a urgência da reinvenção das diversas regiões do país e rotas turísticas”.

O apelo à reinvenção que lancei na mensagem de ano novo tinha presente as memórias do flagelo dos incêndios de 2017, mas esse apelo mantém-se atual na sua essência e de forma transversal para a economia, política e sociedade, em geral”.

O congresso da Associação de Hotelaria de Portugal junta em Lisboa até sexta-feira 500 participantes.

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