A Assembleia da República aprovou, esta sexta-feira, por unanimidade um texto final relativo a quatro projetos de resolução pela defesa, qualificação e promoção do serviço público prestado pelas carreiras fluviais da Transtejo e da Soflusa.

O documento, apresentado pela Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, refere-se a projetos de resolução apresentados pelo Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda (BE), Partido Ecologista “Os Verdes (PEV)” e Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

O texto final recomenda ao Governo uma “intervenção urgente” na defesa do serviço público praticado pela Transtejo e Soflusa, através da adoção de um conjunto de medidas que promovam a melhoria do serviço público de transporte no rio Tejo, entre os distritos de Lisboa e Setúbal.

A garantia do cumprimento dos horários e o fim das supressões das carreiras, o reforço da oferta, a realização de um projeto urgente de recrutamento de trabalhadores, a elaboração de um plano especial de intervenção na reparação de navios e a concretização de obras nos terminais fluviais” são algumas das medidas defendidas.

A Transtejo assegura as ligações fluviais do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão a Lisboa enquanto a Soflusa faz a travessia entre o Barreiro e o Terreiro do Paço (Lisboa).

A travessia fluvial do Tejo tem sido alvo de muitas queixas por parte dos utentes e também dos trabalhadores da Transtejo e Soflusa, que se encontram atualmente em negociações com a empresa por aumentos salariais.

No final de maio deste ano os problemas com as ligações fluviais chegaram ao ponto de levar utentes a dormir no cais de embarque.

A falta de pessoal na Soflusa (que liga o Barreiro a Lisboa) fez os mestres dos navios marcarem sucessivas greves e tem causado variadas perturbações no serviço.

/ SL