Era já de madrugada quando chegou a notícia de que as contas individuais da Associação Mutualista Montepio, relativas a 2016, foram aprovadas em assembleia-geral, com um lucro de 7,4 milhões de euros.

A reunião, realizada no Coliseu de Lisboa, contou com mais de 1.400 associados, que aprovaram “por larga maioria de 95,8%”, os pontos constantes da ordem de trabalhos.

António Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista e do Grupo Montepio, reagiu em comunicado à elevada participação.

Uma prova inequívoca do interesse, motivação e envolvimento dos associados com esta instituição, que tiveram também a oportunidade de ver esclarecidas todas as suas dúvidas sobre temas relacionados com a vida associativa”.

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A Montepio Geral Associação Mutualista revelou em meados de março que, a nível individual, obteve um lucro de 7,4 milhões de euros em 2016, quando tinha registado um prejuízo de 393 milhões de euros em 2015.

Esta é a dona da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), o banco, que apresentou na quarta-feira um prejuízo de 86,5 milhões relativo ao exercício do ano passado. Foi melhor do que o resultado líquido negativo de 243 milhões de euros em 2015.

A associação e o banco mutualistas têm estado em foco, com uma sucessão de notícias negativas, como a constituição de António Tomás Correia como arguido num processo em que é suspeito de ter recebido indevidamente 1,5 milhões de euros do empresário da construção civil José Guilherme.

Fonte ligada à investigação precisou na quarta-feira à Lusa que Tomás Correia não é arguido na “Operação Marquês”, mas num outro inquérito autónomo resultante de elementos recolhidos naquela investigação em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é um dos arguidos.

Tomás Correia reiterou já, em comunicado, que abdicará das suas funções se se colocar a possibilidade de transitar em julgado algo a seu desfavor.