A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) informou hoje que até 2018 vão abrir 83 novas unidades hoteleiras no país, 41 das quais ainda este ano.

No próximo ano, a perspetiva de abertura, em todo o país, é de 42 novas estruturas, afirmou a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira.

Em declarações aos jornalistas, a responsável comentou que a associação tem recebido contactos de interessados em abrir hotéis com 300 quartos, numa referência ao crescente interesse de investidores.

Os hotéis nacionais tiveram um desempenho histórico em 2016: ultrapassaram os dados já históricos de 2007 em todos os indicadores.

Em março, numa apresentação na Bolsa de Turismo de Lisboa, a AHP indicou que a taxa de ocupação por quarto atingiu os 68% a nível nacional em todas as categorias.

E isso aconteceu apesar do aumento da oferta hoteleira e da multiplicação de formas de alojamento.

A oferta no ano passado contabilizou mais 75 estabelecimentos hoteleiros e 6.620 quartos.

Lisboa pode ficar com mais oferta que procura turística se capacidade do aeroporto esgotar 

Os hoteleiros estimaram hoje que a oferta em Lisboa seja superior à procura nos próximos anos, caso se confirmem as previsões de que a capacidade do aeroporto da capital se esgote em 2018.

A capacidade do aeroporto de Lisboa vai esgotar-se e até 2022 a oferta de Lisboa crescerá e não vamos ter mais turistas, se se mantiverem as coisas tal como estão, o que é preocupante" por poder afetar taxas de ocupação e os preços, alertou hoje o presidente da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), Raul Martins.

Em declarações aos jornalistas, o responsável justificou a situação com a “decisão tardia do aeroporto [complementar de Lisboa, que deverá localizar-se no Montijo] e a complexidade” do processo.

Para garantir que os turistas acompanhem a oferta, a AHP estimou que as companhias aéreas aumentem a frequência do uso de aeronaves com maior capacidade e sugeriu que a TAP “repense o Porto como um ‘hub’ para voos intercontinentais e para a Europa”, em vez de concentrar as operações em Lisboa.

Os hoteleiros também insistiram na análise para aumentar o número de voos no período noturno.

Numa reunião com a ANA-Aeroportos de Portugal, os hoteleiros receberam a informação de que um plano de contingência poderá avançar no final do mês para alterar situações no ar e em terra, nomeadamente para fazer face a rejeição de voos diários, por falta de capacidade.