Passos Coelho garante que "não houve nenhuma falta de transparência" na Caixa Geral de Depósitos quando era primeiro-ministro. Ao reagir ao relatório de auditoria do Tribunal de Contas, que acusou as Finanças de "falta de controlo" no banco do Estado entre 2013 e 2015, o líder do PSD mostrou-se irritado com as perguntas dos jornalistas. 

"Não insistam, não insistam, não insistam. Não há nenhuma falta de transparência, pelo contrário. É bom que o Governo responda a essas questões, foi ele que respondeu em sede de contraditório à auditoria do tribunal de contas. E o governo também é visado por isso, está lá há um ano", disse, carregando na ironia.

E continuou: "Vá ver a resposta que o Governo deu. Não me parece que fale em falta de transparência, pelo contrário, tem havido um processo gradual de melhoria que abrangeu todas as instituições empresariais do Estado. No caso do sistema financeiro as exigências sãi ainda superiores". 

Com isto, Passos remeteu para o que disse minutos antes a antiga ministra das Finanças, a social-democrata Maria Luís Albuquerque sobre esse controlo nacional e internacional pelas instâncias competentes.

Foi ainda confrontado com as imparidades da Caixa que foram apresentadas nas contas de 2015, no valor de 1,5 mil milhões de euros, que o Tribunal de Contas entende que deviam ter sido mais consideradas pelo anterior Governo.

Novamente irritado, respondeu: "Creio que a doutora maria Luis teve ocasião de responder aos senhores jornalistas e não vou fazer aqui uma conferência de imprensa sobre a Caixa Geral de Depósitos", disse à saída de um evento.

"Não sou comentador do Presidente"

Outra pergunta, desta feita a propósito da troca de palavras, à distância, que marcou o dia de ontem entre ele próprio, Passos Coelho, e Marcelo Rebelo de Sousa. Numa conferência em Lisboa, a propósito da cooperação com o Governo de Costa, o líder dos social-democratas disse que ainda bem que Marcelo não é presidente do PSD

Horas depois, o desabafo teve resposta de Marcelo que disse que é o Presidente de todos os portugueses, sem preferências ou amuos.

Instado a reagir hoke, Passos Coelho disse apenas: "Não sou comentador do Presidente da República". E, sobre a sua relação com Marcelo Rebelo de Sousa, disse que "houve até elogios" da parte do PSD ao chefe de Estado.