A multinacional norte-americana Amazon vai aumentar os salários de mais de 500 mil funcionários, uma decisão que integra uma estratégia para atrair trabalhadores.

O gigante do comércio eletrónico, cujo salário mínimo é de 15 dólares por hora (cerca de 12 euros), vai aumentar os salários entre 50 cêntimos (cerca de 40 cêntimos em euros) e três dólares (cerca de 2,50 euros) por hora já em maio.

Entre os funcionários abrangidos estão os que trabalham nos armazéns, responsáveis pelo embalamento e pelo envio das encomendas, e os trabalhadores dos centros de seleção de encomendas.

O aumento salarial faz parte de uma estratégia que a Amazon está a implementar com vista à atração de novos funcionários, uma vez que o a empresa viu crescer exponencialmente o volume de encomendas feitas através da plataforma, em resultado da pandemia e dos confinamentos, que levaram a uma alteração de hábitos para o comércio online.

A Amazon contratou 500 mil pessoas em 2020, aumentando a capacidade laboral total para 1,3 milhões de funcionários em todo o mundo.

O anúncio sobre o aumento remuneratório também surge depois de uma ação sindical falhada num armazém no Alabama, que colocou os 'holofotes' dos órgãos de comunicação social nacionais sobre as condições laborais da Amazon.

Os trabalhadores sindicalizados no Alabama reivindicavam melhores salários e mais pausas nos turnos de dez horas.

No início do mês, o fundador da Amazon, o bilionário Jeff Bezos, reconheceu, através de uma carta enviada aos acionistas, que a empresa poderia fazer mais pelos trabalhadores.

/ AG