O Índice de Preços da Habitação (IPHab) cresceu 10,3% em termos homólogos no primeiro trimestre, mais 1,4 pontos percentuais do que no trimestre anterior, segundo dados esta terça-feira divulgados pelo INE, que sinalizam forte queda em março.

O comportamento das vendas de habitações neste trimestre poderá ter sido condicionado pelas restrições impostas pelo estado de emergência, decretado a 19 de março, no contexto da pandemia covid-19”, sinaliza o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Em janeiro e fevereiro de 2020, o número de transações registou aumentos de 9,4% e 3,5%, respetivamente, tendo-se invertido essa trajetória em março, com uma taxa de variação de -14,1%, refere.

No primeiro trimestre, os preços das habitações existentes aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas, 10,6% e 8,9%, respetivamente, face ao homólogo.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab cresceu 4,9% (0,7% no 4º trimestre de 2019), com o aumento dos preços a ser observado em ambas as categorias de habitações, tendo sido mais expressivo no caso das novas (6,0%) por comparação com as existentes (4,7%).

Nos primeiros três meses de 2020 transacionaram-se, segundo o INE, 43.532 alojamentos, no valor de 6,8 mil milhões de euros - dos quais 5,4 mil milhões corresponderam a transações de habitações existentes e 1,4 mil milhões a habitações novas - o que correspondeu a uma descida homóloga de 0,7% e uma subida de 10,4%, respetivamente.

Todavia, enquanto em janeiro e fevereiro de 2020 se observaram aumentos homólogos do número de transações (9,4% e 3,5%, respetivamente) e do respetivo valor (21,5% e 13,5%, pela mesma ordem), em março o número de transações e o respetivo valor reduziram-se 14,1% e 3,3% face ao mesmo mês de 2019.

Nos primeiros três meses de 2020, a taxa de variação média anual do IPHab foi 9,9% (9,6% no 4º trimestre de 2019). Por categoria, as habitações existentes evidenciaram um crescimento dos preços mais intenso por comparação com as habitações novas, 10,3% e 8,3%, respetivamente.

No período em análise, as transações de alojamentos na Área Metropolitana de Lisboa totalizaram 3,2 mil milhões de euros (47,8% do total), o montante mais elevado desta região na série disponível.

No Norte, as vendas de habitações fixaram-se nos 1,6 mil milhões de euros, correspondendo a um peso relativo regional de 23,3%.

A quota relativa conjunta destas duas regiões foi 71,1%, o registo mais elevado desde o 3º trimestre de 2018.

Seguiram-se, em termos de valor de transação, a região Centro (786 milhões de euros), o Algarve (713 milhões de euros) e o Alentejo (235 milhões de euros).

/ CE