O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defende que as empresas dos setores mais fragilizados e expostos à concorrência devem ser compensadas pelo aumento do salário mínimo nacional, cuja discussão arrancou esta manhã na Concertação Social.

Há setores mais fragilizados, mais expostos à concorrência internacional, com estruturas de pessoal mais debilitadas e há que acautelar o emprego dessas tipologias", disse o presidente da CIP, António Saraiva, à entrada da reunião da Concertação Social onde está a ser discutida a atualização do salário mínimo nacional para 2022, que deverá passar de 665 euros para 705 euros.

Este ano, para compensar as empresas do aumento de 30 euros do salário mínimo, o Governo avançou com uma solução que passou por devolver aos empregadores uma parte da Taxa Social Única (TSU), uma medida que poderá agradar à CIP caso seja replicada este ano, admitiu António Saraiva.

Eventualmente [uma medida idêntica seria suficiente] para essas tipologias mais fragilizadas", afirmou o líder da CIP.

António Saraiva reafirmou que a CIP é favorável ao aumento do salário mínimo, mas tendo em conta "critérios objetivos" como a produtividade, crescimento económico e a inflação.

Tem de ser em negociação, não pode ser uma imposição", sublinhou o presidente da CIP.

Também o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, criticou, à entrada para a reunião, que a atualização do salário mínimo seja "uma imposição" e não uma negociação.

O Governo e os parceiros sociais começam hoje a discutir na Concertação Social a atualização do salário mínimo nacional, que deverá passar dos atuais 665 euros para os 705 euros em janeiro do próximo ano.

Na proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), entretanto chumbada no Parlamento em 27 de outubro, o Governo manteve o compromisso de alcançar os 750 euros até 2023.

Este ano, o salário mínimo nacional aumentou 30 euros, para 665 euros.

/ JGR