O construtor automóvel alemão Volkswagen suspenderá a produção de veículos no Brasil durante 12 dias devido ao agravamento da pandemia de covid-19 no país, segundo um comunicado enviado esta sexta-feira à imprensa local.

A Volkswagen do Brasil comunica a suspensão de atividades relacionadas à produção de todas as suas unidades no país, localizadas nos Estados de São Paulo (SP) e Paraná (PR), a partir do dia 24 de março de 2021 por 12 dias corridos", indicou a companhia.

O construtor automóvel salienta que serão mantidas apenas as "atividades essenciais" nas fábricas, de forma a preservar a saúde dos funcionários.

Com o agravamento do número de casos da pandemia e o aumento da taxa de ocupação das camas de UTI [Unidades de Terapia Intensiva] nos Estados brasileiros, a empresa adota esta medida a fim de preservar a saúde de seus empregados e familiares. Nas fábricas, só serão mantidas atividades essenciais. Os empregados da área administrativa atuarão em trabalho remoto", acrescentou a nota.

A medida foi tomada em conjunto com os Sindicatos locais.

No Brasil, o grupo alemão possui fábricas nas cidades de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR).

O Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia em números absolutos, ao totalizar 287.499 óbitos e 11.780.820 diagnósticos de infeção pelo novo coronavírus.

Além de sucessivos recordes diários de óbitos e infeções, especialistas em saúde alertam que nas próximas semanas é esperado um forte aumento da curva pandémica, entre outros fatores devido à alta incidência de nova estirpe que detetada no Amazonas e que já se espalhou por todo o país.

Até ao momento, apenas 5% de uma população de 212 milhões de habitantes está vacinada, numa campanha nacional de imunização que avança lentamente no país devido à falta de antecipação nas encomendas de doses de vacinas e atrasos nas entregas.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), maior centro de investigação da América Latina, considerou que o Brasil vive "o maior colapso sanitário e hospitalar de sua história" e pediu ao Governo que endureça "com urgência" as medidas contra a pandemia.

Maria João Caetano / MJC