Chegados ao fim do ano, altura de balanços e no que toca à bolsa nacional o cenário não é animador. Lisboa, que na derradeira sessão de 2016 despertou em queda, espelha a evolução negativa que teve ao longo do ano. Desvalorizou 12% entre janeiro e dezembro, um dos piores desemprenhos entre as principais praças europeias.

O maior destaque vai para o BCP, campeão da derrapagem. Perdeu 71% este ano, a maior queda anual desde 2011, ano de resgate a Portugal. Ainda ontem atingiu mínimo histórico 1,02 euros, um valor já ajustado desde que fundiu as suas ações recentemente. Esta sexta-feira de manhã cotava pouco acima de € 1,04.

Foi um ano muito preenchido para o banco, com os novos acionistas da Fosun, os resultados positivos nos testes de stress, por um lado, mas o regresso aos prejuízos (250 milhões até setembro), oor outro. Ainda entrou na corrida ao Novo Banco mas desistiu pelo caminho. E os receios de um novo aumento de capital têm pairado sobre as negociações em bolsa.

Já a Sonae Capital foi a campeã todo o terreno do PSI20. Valorizou mais de 50,78 euros para 0,769 euros esta manhã.

Em geral, houve grande turbulência nos mercados em 2016, nomeadamente na segunda metade do ano, depois do referendo britânico que culminou no Brexit e das eleições presidenciais nos Estados Unidos, com a vitória de Donald Trump.

Nos mercados cambiais, várias moedas perderam muito valor em 2016. O euro não foi das piores.

Já o petróleo termina 2016 com uma subida acima de 53% em Londres (o barril de Brent é aquele que serve de referência para Portugal). Ronda agora os 57 dólares por barril. O acordo de corte de produção entre membros da OPEP e não-membros provocou um disparo nas cotações. Petróleo mais caro significa carteiras mais vazias para quem tem de abastecer o carro.

O preço dos combustíveis aumentou bastante desde janeiro até esta última semana do ano: o gasóleo está mais caro 14,5 cêntimos por litro e a gasolina 11,1 cêntimos.