A reação da administração do Novo Banco à notícia do Público de ontem, que dava conta de que a remuneração dos gestores disparou 75% com Lone Star, já chegou às redações.

Em comunicado, o conselho de administração “não aceita e lamenta, profundamente, que o bom nome da instituição continue a ser usado como arma de arremesso político e/ou manobras político-mediáticas.”

Em sua defesa a administração refere que banco é “seguramente uma das entidades bancárias mais escrutinadas, tanto a nível nacional como a nível europeu, fruto, aliás, do processo que lhe deu origem.”

A notícia do jornal acabou por voltar a trazer a lume a polémica da passada semana, sobre a nova injeção de capital no banco, no valor de 850 milhões de euros, e a sessão desta quarta-feira no Parlamento foi tensa. Sobre a mesma, diz ainda o comunicado que “se, apesar de tudo, subsistem dúvidas sobre a criação e a forma como é gerido o Novo Banco, como transpareceu, uma vez mais, do debate parlamentar de ontem à tarde, os senhores deputados devem procurar, através de todas as iniciativas, e sublinhamos todas as iniciativas que estão nas suas atribuições, apurar tudo o que quiserem.”

O Conselho coloca-se ainda à disposição para “tudo esclarecer”, acrescentando que as tais “manobras”, assim apelida a notícia do Público, só prejudicam a atividade e “perturbam o esforço de recuperação.”

/ ALM