Centeno explicou que, no início de setembro, "havia três alternativas para o Governo".










O ministro disse ainda que, além da situação difícil que já vivia o banco, "na última semana, o Banif sofreu uma corrida aos depósitos devido à divulgação de notícias falsas sobre a sua liquidação", o que agravou ainda mais o problema da instituição.


"Era impossível criar um ‘bridge bank' (banco de transição) à semelhança do Novo Banco porque o SSM decidiu que o Banif não teria condições de viabilidade e não teria licença bancária", salientou, acrescentando que mais detalhes dessa decisão só podem ser fornecidos pelo Banco de Portugal, que foi "quem participou nessa reunião".

E realçou: "Isso significa que não podia ser criado um banco de transição".

Segundo o secretário de Estado, esta decisão do SSM não deverá ter sido alheia aos "oito planos de reestruturação apresentados pelo governo [de Passos Coelho] à Comissão Europeia e que foram sempre rejeitados".

Além disso, Ricardo Mourinho Félix apontou ainda para os "acontecimentos do início da semana passada, que acabaram por pesar nessa decisão".


"O Banif não se ia poder financiar mais junto do BCE", simplificou, constatando que, desse modo, "essa alternativa [criação de um banco de transição] fechou-se".