A polémica em torno da venda de imóveis do Novo Banco pode não ficar por aqui e ser alvo de uma investigação para ver se há crime. Isto porque a carta que o primeiro-ministro, António Costa, enviou à Procuradora-Geral da República, em que pedia a suspensão da venda de ativos da instituição até à conclusão da auditoria que está a ser feita pela Deloitte teve seguimento para o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), noticiou o Jornal Económico

A TVI24, junto de fonte oficial da Procuradoria, quis saber se o caso vai mesmo para investigação, mas apenas obteve este comentário escrito: "A carta do primeiro-ministro foi encaminhada para o Departamento Central de Contencioso do Estado e Interesses Coletivos e Difusos e para o Departamento Central de Investigação e Ação Penal para análise e sequência, no âmbito das competências dos referidos Departamentos."

O jornal Público noticiou, no início de julho, que o lote de quase 200 imóveis vendido em agosto de 2019 com um desconto próximo de 70% a entidades ligadas ao fundo de investimento Cerberus teve perdas de 328,8 milhões de euros e que o fundo a que foi vendido é o principal acionista do banco austríaco Bawag PSK, que era liderado por Byron Haines até meados de 2017, pouco antes de este assumir o cargo de 'chairman' do Novo Banco (presidente do Conselho Geral e de Supervisão).

Ainda segundo o jornal, foi feita uma queixa à Autoridade Europeia de Mercados e Títulos (ESMA, na sigla em inglês) por gestão ruinosa e pedindo uma investigação criminal.

Alda Martins