O lucro consolidado do BPI em 2018 disparou para os 490,6 milhões de euros, acima do resultado de 10,2 milhões de euros registados em 2017, divulgou hoje o banco liderado por Pablo Forero.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a instituição justifica que os “ganhos extraordinários com a venda de participações” elevaram o lucro da atividade em Portugal para os 396 milhões, o que representa 81% do resultado consolidado.

De acordo com o BPI, o lucro consolidado inclui ainda o impacto negativo da reclassificação contabilística da participação financeira do BPI no Banco de Fomento Angola (BFA).

Já o lucro da casa mãe espanhola, o CaixaBank, chegou aos 1.985 milhões de euros em 2018, um aumento de 17,8% em relação a 2017, com a filial portuguesa (BPI) a contribuir com 262 milhões de euros para estes resultados.

Ao regulador do mercado em Espanha, o banco sublinha que os principais fatores que impulsionaram o crescimento verificado foram a robustez das receitas “core”, a maior contribuição do BPI e a redução das dotações.

O crescimento das receitas explica em muito os resultados do grupo, com um aumento da margem bruta de 6,6%, para 8.767 milhões de euros, impulsionado pela robustez das receitas “core” do negócio (8.217 milhões, +4,2%).

Decisiva é também a redução dos ativos problemáticos e não-“core”, com o crédito malparado a baixar para 11.195 milhões de euros (menos 3.110 milhões ao longo do ano) e o rácio de malparado a diminuir para 4,7% (6% em dezembro de 2017).

Os recursos dos clientes cresceram até os 358.482 milhões de euros (9.024 milhões em 2018, +2,6%).

A rentabilidade do grupo espanhol (ROTE) foi de 9,3%, enquanto o mesmo indicador recorrente para o negócio bancário e segurador alcança os 12,3%.

O grupo CaixaBank tem agora um racio ‘Common Equity Tier 1 (CET1) fully loaded’ de 11,5%.

O CaixaBank realça que fecha o exercício de 2018 com uma participação de 100% no BPI, depois de em dezembro passado a CMVM ter aprovado a saída da bolsa da filial portuguesa.