O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, disse esta quarta-feira em entrevista à TVI24 que uma possível extensão das moratórias "é reduzida", mas que esse trabalho não está fechado.

As consequências de uma moratória que não está enquadrada nas orientações da autoridade europeia para os bancos tem alguns aspetos gravosos para os bancos e para os próprios clientes. A probabilidade de haver uma extensão é reduzida, mas essa porta, esse trabalho não está fechada", afirmou Mário Centeno.

O governador salientou ainda que Portugal foi "dos primeiros a implementar as moratórias" e que "estamos a ser dos últimos a sair".

Mário Centeno referiu que os dados indicam que, apesar da alguma transferência, esta não explica toda a redução. Desde outubro, referiu, observou-se um aumento dos créditos à habitação na moratória pública em cerca de 242 milhões de euros, valor inferior aos mais de 700 milhões de redução dos créditos na moratória privada.

A adesão às moratórias públicas por parte de particulares (para crédito à habitação e ao consumo destinado a educação) e empresas termina esta quarta-feira, dia 31 de março, sendo que quem o faça agora poderá beneficiar desta medida de diferimento do pagamento do crédito (capital e/ou juros) por um máximo de nove meses.

Já os particulares que optaram por aderir às moratórias privadas (criadas no âmbito da Associação Portuguesa de Bancos), retomam a partir desta quinta-feira, dia 1 de abril, o pagamento do crédito à habitação.

No caso do crédito ao consumo, a moratória aplica-se até 12 meses após a contratação, com o limite de 30 de junho.

Lara Ferin